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ECONOMIA E AGRONEGÓCIO
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GREVE DOS CAMINHONEIROS
Ceagesp não tem estoque de alimentos; escassez provoca alta de preços
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A Ceagesp (Companhia de Entrepostos de Armazéns Gerais de São Paulo) de Araçatuba está com o estoque de alimentos zerado por causa da greve dos caminhoneiros, que entrou em seu quinto dia nesta sexta-feira (25).

Na feira realizada na manhã desta sexta, os 35 comerciantes de frutas, legumes e verduras ainda tinham um pequeno volume de batata, tomate, abobrinha, mandioca, jiló, chuchu, quiabo e melancia, mas tudo foi comercializado.

“Alguns produtores da região conseguiram passar pela Marechal Rondon e chegar até a Ceagesp com uma pequena quantidade de produtos, mas a partir de segunda-feira, a situação fica mais complicada, porque eles não têm combustível para rodar”, explicou o encarregado da Ceagesp local, Wanderley Pereira da Silva Júnior.

Em dias normais, são comercializadas 250 toneladas de alimentos em cada feira realizada na Ceagesp local. As feiras são realizadas às segundas, quartas e sextas-feiras. No mês, o volume de comercialização é de 3 mil toneladas.

Com a escassez de produtos, os preços começam a disparar. O saco de 50 quilos de batata que era vendido a R$ 100,00 e, agora, custa R$ 200,00, aumento de 100%. Já o tomate rasteiro, que custava R$ 60,00 (caixa de 22 quilos), agora está cotado a R$ 95,00, alta de 58%.

Conforme Silva Júnior, a maioria dos produtos está em falta: batata, cebola, alho, repolho, tomate, pimentão, vagem. Sem produtos, uma igreja japonesa de Araçatuba que faz yakisoba (macarrão com verduras) para vender, suspendeu o evento que faria neste fim de semana porque não tem os ingredientes do prato, como pimentão e repolho.

“Em 35 anos de Ceagesp, nunca vi uma situação tão crítica como esta”, disse Silva Júnior. Segundo ele, os permissionários da Companhia dispensaram os funcionários e não há previsão de quando a situação deve ser regularizada, já que a greve dos caminhoneiros é por tempo indeterminado.

APAS

Desde ontem, supermercados de todo o Estado de São Paulo sentem os reflexos da paralisação dos caminhoneiros.

Nas lojas, faltam principalmente frutas, verduras e legumes, que são perecíveis e dependem de abastecimento diário, além de carnes, leite e derivados, panificação congelada e produtos industrializados que levam proteínas no processo de fabricação. Todos esses itens formam os grupos de produtos que representam 36% do faturamento dos supermercados.

VEÍCULOS 

A entidade informou que está tentando reduzir os impactos da greve, com o uso de veículos pequenos para retirar produtos em centros de distribuição e remanejamento de estoque entre lojas das redes.

“O setor supermercadista entende que é chegado o momento em que bom senso e decisões mais eficazes precisam ser tomadas tanto pelo Governo quanto pela categoria para que o país possa, de vez, imergir em uma situação de normalidade”, afirmou a entidade, em nota.


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