ARAÇATUBA | 22 AGOSTO
| 3:58 | 17° MIN 31°MAX |
Poss. de Panc. de Chuva a Tarde - Fonte: CPTEC/INPE
ECONOMIA E AGRONEGÓCIO
Anunciante
CUSTO ALTO DO DIESEL
Caminhoneiros de Araçatuba e região também aderem a greve nacional
Anunciante

Caminhoneiros de Araçatuba e região aderiram à greve nacional contra o alto custo do óleo diesel. Eles se concentraram com seus veículos no Posto Cacique, na Rodovia Marechal Rondon (SP-300), com faixas e cartazes. A estimativa é de que 70% da categoria tenham aderido à paralisação.

Em todo o País, o movimento atinge 18 estados, com bloqueios de estradas e protestos. Em Araçatuba, um empresário do setor de transportes foi preso nesta segunda-feira (21) ao atear fogo em pneus na Rodovia Elyezer Montenegro Magalhães, em uma tentativa de interditar a pista.

Durante todo o dia, os caminhoneiros autônomos (que não são ligados a transportadoras) se reuniram para definir as ações que seriam realizadas em Araçatuba. Conforme o empresário do setor de transportes Fabiano Giacomelli, a adesão à greve foi espontânea. “A maioria optou por não rodar para fortalecer o protesto”, disse. Para esta terça-feira (22), não está descartada a interdição da Marechal Rondon.

Giacomelli afirma que a situação da categoria é a pior em 22 anos, tempo que ele tem de estrada. O valor do diesel varia de R$ 3,80 a R$ 4,10, dependendo da região do País. Mas, para ele, o razoável é que o litro custasse R$ 2,50. 

As dezenas de caminhões parados em Araçatuba estavam carregados de celulose, papelão, combustível, açúcar, soja e boi, dentre outros produtos, que seriam levados, principalmente, para os portos de Santos e de Paranaguá. Algumas cargas seguiriam para São Paulo e Rio de Janeiro. 

“Precisamos parar o País pra ver se os políticos enxergam que não temos condições de trabalhar”, afirmou Giacomelli, que possui uma frota de 14 caminhões e está com todos parados. Ele contou que a situação está tão difícil que está com a prestação atrasada de um dos dois caminhões financiados que possui.

Ele destaca que, para fazer uma viagem de 3.200 quilômetros, de Araçatuba a Jaru, em Rondônia, recebe apenas R$ 500,00, levando em conta o valor do frete, de R$ 3,7 mil, e os custos com combustível, que somam R$ 2,8 mil, além dos gastos com pedágio. Uma viagem como esta demora dez dias.

O também caminhoneiro Reginaldo Buzzo, de Birigui, também aderiu à paralisação. Seu caminhão, carregado de celulose, ficou no pátio do Posto Cacique durante toda a segunda-feira. Ele entregaria a carga em Santos, mas decidiu entrar em greve, na tentativa de melhorar a situação de sua categoria.

Ele afirma que, para ir de Araçatuba a Santos, recebe R$ 4.400,00 de frete, mas gasta R$ 2.500 só de óleo diesel e outros R$ 1.400,00 de pedágio, ou seja, as despesas somam R$ 3.900,00, restando apenas R$ 500,00. “Isso quando não fura um pneu”, ressalta. Para fazer uma viagem como esta, ele leva de três a quatro dias. Há dois meses, ele abastecia R$ 2 mil para ir e voltar de Santos. Hoje, gasta R$ 2,5 mil. “Toda semana o preço do diesel sobe, não dá mais para continuar assim”.


Anunciante
O Araçatuba e Região não se responsabiliza pelas notícias de terceiros.
Entre em contato através do telefone ou whatsapp a seguir e saiba como anunciar aqui
(18) 99774 5888
Copyright © 2018 Política e Mais. Todos os direitos reservados.