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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
Câmara de Birigui vai gastar mais de R$ 1 mi com 18 apadrinhados
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Um dia após a Prefeitura de Birigui divulgar notícia de que o prefeito Cristiano Salmeirão (PTB) está visitando as escolas do município para explicar aos pais de alunos que a Prefeitura não terá condições de comprar uniformes novos para os estudantes este ano, a Câmara, na calada, armou uma verdadeira presepada para o chefe do Executivo na sessão desta terça-feira (14), ao criar 18 cargos apadrinhados de assessores parlamentares e um de chefe de gabinete para a presidência da Casa, gerando ao município uma despesa anual de R$ 1.075.433,58 ao ano, incluindo salários e décimo terceiro.

Por determinação judicial, no final de 2016, a Câmara de Birigui foi obrigada a extinguir a mesma quantia de cargos de livre provimento. No entanto, os atuais vereadores, conduzidos pelo presidente da Casa, Vadão da Farmácia (PTB), entenderam que se faz necessário cada legislador ter um assessor para o desempenho de suas atividades.

A proposta de recriação dos cargos, por meio de resolução, foi assinada por 16 dos 17 vereadores. Apenas o presidente Vadão, que se explicou na tribuna dizendo que não poderia votar a proposta por questão regimental, ficou de fora. Ainda assim, ao microfone, defendeu com veemência a volta dos apadrinhados ao Legislativo.

"Assessor hoje é útil e necessário na Câmara de Birigui. O assessor é quem cuida da vida política dos vereadores da Câmara de Birigui. Venho prestar o meu esclarecimento e dizer aos nobres parlamentares que nesta briga estamos todos juntos porque há uma grande necessidade. Também quero agradecer a todos vocês porque estamos criando um cargo de chefe de gabinete, pessoa esta que vai suprir as necessidades, uma lacuna que muitas vezes falta à Câmara municipal. Estamos aqui, sim, todos unidos em prol de uma Câmara eficiente. Temos um quadro de pessoal reduzido e o assessor parlamentar muito acresce à Câmara Municipal", disse.

SALÁRIOS E O DILEMA DE SALMEIRÃO

Paralelamente à proposta de Resolução que recriou os cargos apadrinhados, os vereadores aprovaram por unanimidade na sessão desta terça-feira lei que caberá ao prefeito Cristiano Salmeirão, o mesmo que está se justificando por toda cidade sobre a falta de dinheiro para a compra de uniformes escolares, se manifestar quanto aos salários definidos para os futuros servidores do Legislativo.



De acordo com a proposta, os 17 assessores parlamentares deverão ter formação superior para atuar nos gabinetes dos vereadores, com carga horária de 40 horas semanais e salários mensais de R$ 4.518,74. Já o chefe de gabinete da presidência, terá de ser formado em direito, com obrigação de trabalhar apenas 30 horas por semana e receber R$ 5.907,08.

Em tempos de vacas magras, o pouco mais de R$ 1 milhão que a Câmara de Birigui vai gastar anualmente seria de grande valia para atender a outras necessidades da população. Como prefeito, hoje responsável por fazer os repasses ao Legislativo, Salmeirão foi o presidente de Câmara que mais devolveu recursos para a Prefeitura aplicar em benefícios à população. Ele poderá sancionar o novo gasto aprovado pela Câmara, vetar ou simplesmente não se pronunciar, o que levaria, por ofício, o presidente do Legislativo a validar por conta própria a despesa milionária.

A criação do gasto milionário pela Câmara de Birigui coloca Salmeirão em uma verdadeira sinuca de bico. Com a prefeitura devendo milhões, concordar com os gastos que acabam de ser aprovados é uma afronta a suas próprias promessas de campanha, de reduzir despesas para que a cidade possa se desenvolver. É uma decisão que, politicamente, pode pesar sobre suas costas.

 
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