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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
DOBRO À CÚPULA
Câmara aprova reajustes diferentes para servidores e secretários

A Câmara de Araçatuba aprovou durante a sessão desta segunda-feira (21) os projetos que previam reajustes diferentes para os salários de servidores municipais e os de secretários, chefe de gabinete do prefeito e procurador jurídico do município. Os primeiros terão 5,1% de aumento, enquanto os demais, 9,22%. 

Apenas os vereadores Arlindo Araújo (PPS) e Cido Saraiva (PMDB) votaram contra o reajuste maior para os secretários e demais integrantes do governo de Dilador Borges (PSDB). Para Araújo, a insistência do prefeito Dilador Borges (PSDB) em dar o reajuste diferenciado para os secretários é um desgaste desnecessário. 

“Tratar de forma desigual aqueles que recebem salários oriundos da mesma fonte pagadora é muito ruim para a administração e acaba desmotivando os funcionários de carreira”, afirmou. Ele ainda questionou: “Qual categoria profissional teve um reajuste deste tamanho, de quase 10%, no País?”

Arlindo Araújo lembrou que os secretários tiveram um reajuste superior a 50% nos salários na gestão anterior, sob a alegação de que o salário era pouco e que não se conseguiria contratar profissionais de qualidade para o cargo de secretário. “Fica ruim para a administração, porque parece que são os amigos do rei que vão ser beneficiados. O restante é o restante”, disse.

Já o vereador Cido Saraiva (PMDB) apresentou uma conta para demonstrar quanto o reajuste de 9,22% sobre o salário dos secretários vai custar aos cofres públicos. O aumento, de R$ 957,77, vai elevar os salários de R$ 10.388,99 para 11.345,77, e representar R$ 14.366,55 a mais por mês, levando em conta que são 15 secretários. Por ano, serão R$ 172 mil a mais de gastos.

“Voto contra este projeto porque a diferença é grande”, afirmou Saraiva. Ele considera que o justo é a igualdade, ou seja, aumento de 5,1% para todos, tanto para servidores quanto para secretários.
Em sua conta, ele destacou que o reajuste de 5,1% sobre os vencimentos dos servidores vai representar apenas R$ 57 de aumento para os que recebem o menor salário no município, que hoje é de R$ 1.128,00. “O aumento dado aos secretários, de R$ 957,77, é quase o salário inteiro dos que ganham menos na Prefeitura”, complementou Arlindo Araújo. E, mais uma vez, questionou: “Será o Benedito que o supermercado onde o secretário compra é mais barato que o do servidor?” 

GANHO REAL

O vereador Denilson Pichitelli (PSL) não quis entrar na discussão do reajuste dos salários dos secretários e limitou-se a falar sobre o aumento para os servidores. Ele considerou uma vitória ter conseguido com que a Prefeitura não fizesse o parcelamento do reajuste este ano, como ocorreu em 2017. Dos 5,1% de aumento para os servidores, 2,94% equivalem à reposição da inflação e os 2,16% são considerados aumento real. Sobre o reajuste do vale alimentação, que passou dos R$ 270,00 para os R$ 300,00, considerou um avanço. “Neste caso, o reajuste foi de 11%”, lembrou.

SEM REAJUSTE

Ao defender o aumento salarial dos secretários, chefe de gabinete e procurador jurídico do município, o vereador Almir Fernandes Lima (PSDB) chegou a dizer que não estava havendo reajuste sobre os salários. “Falar que os secretários estão ganhando mais que os servidores é uma redundância, isso não está acontecendo. Os secretários não estão ganhando um centavo a mais que os servidores municipais”, afirmou. 
Lima ainda disse que os secretários não tiveram reajuste no ano passado e que, por isso, está sendo dado agora. “O prefeito não está acumulando passivo trabalhista. Todos os percentuais inflacionários estão sendo pagos”.

A fala de Fernandes irritou o vereador Arlindo Araújo, que voltou a dizer que “os amigos do rei” estavam sendo beneficiados com o dobro do aumento concedido aos demais servidores.


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