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OPINIÃO
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CAFÉ E JORNAL
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Dos meus vícios, tomar café e ler jornal são dois que não tenho lá muitas esperanças de me livrar. Na verdade, nem quero. Associados, normalmente um vem acompanhado do outro. Pela manhã, costumo ao menos passar os olhos por quatro publicações impressas. E lá está o cafezinho regando a leitura. No meio da manhã, mais uma xícara, em meio à produção de releases ou artigos.

O período vespertino conta também com duas sessões da parceria literogastronômica entre ações pessoais e profissionais. Por volta das 14h, a cafeína volta agir em condições semelhantes à segunda etapa matutina. E, para encerrar o dia, quase que invariavelmente, mais um pequeno caneco na casa de um amigo, com quem reflito sobre as manchetes do dia, incluindo aí as mais recentes dos sites noticiosos.

Um nutrólogo que sigo no YouTube diz que o ideal é não tomar café, pois o produto inflama o organismo. Na impossibilidade de me desfazer do hábito, procuro seguir a orientação do meu cardiologista, que me recomenda não tomar mais de quatro cafezinhos ao dia. Em relação ao jornal, também surgem comentários e sugestões para que eu abandone esse tipo de leitura ou, ao menos, a reduza. Mas não tem jeito, não.

Tanto o café quanto o jornal surgiram em minha vida na mesma época, e, se bem lembro, um a reboque do outro. Foi mais ou menos no final do colegial, com os estudos para o vestibular. De lá pra cá, foram fases de mais um e menos o outro, e vice-versa, no cursinho, na faculdade, na pós-graduação, nas organizações nas quais trabalhei, nos clientes que hoje atendo na assessoria de imprensa.

Em meados dos anos 2000, em Araraquara, cheguei a ler oito jornais por dia (não somo aqui as revistas semanais) e a tomar 12 cafezinhos expressos (ou expressos, como queira). Aos finais de semana, minha cabeça doía. Levei quase dois anos para descobrir que se tratava de crise de abstinência. Reduzi. Parar, acho que não paro. Nem com um, nem com outro. No caso do café, atualmente prefiro o coado ao “de máquina”. Os jornais, priorizo os regionais à Grande Imprensa.

Café e jornal, jornal e café é uma parceria simples e rotineira que de tão bem-sucedida dá nome a inúmeros espaços, situações e grupos. No meu caso, constitui significativos momentos de análise rasa do cenário político, econômico, cultural, esportivo e social, assim como discussão superficial sobre as agruras que afligem a alma, compondo a barata e necessária filosofia “de boteco” do dia a dia.

Dos vícios menos graves, do que nos servem em alguma medida para higiene mental, daquilo que vale ou não a pena manter, continuar, cultivar – penso que talvez nem algumas amizades valham –, mas café e jornal sim.

Marcelo Teixeira é jornalista


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