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CIDADES
SEGURANÇA PÚBLICA
Birigui está entre as 20 cidades mais seguras do Brasil para se viver

Birigui está entre as 20 cidades mais seguras do Brasil para se viver. É o que aponta a pesquisa Atlas da Violência 2018: Políticas Públicas e Retratos dos Municípios Brasileiros, realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e divulgada na última semana.

O levantamento mapeia as mortes violentas em 309 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, com base nos dados de 2016 do SIM/MS (Sistema de Informação sobre Mortalidade do Ministério da Saúde).

A Cidade Pérola aparece em 19º no ranking das cidades menos violentas do País, com uma taxa de 9,2 homicídios a cada 100 mil habitantes. Araçatuba está na 120ª posição, com 25,3 homicídios para o mesmo grupo de pessoas. A média nacional é de 30,3 assassinatos para cada grupo de 100 mil pessoas.

O curioso é que os três polos calçadistas paulistas aparecem na lista das cidades mais seguras do País: Jaú, na sexta posição, e Franca, na vigésima quinta, com uma taxa de homicídios de 6,9 e 10,4, respectivamente.

Além de mapear as mortes violentas, a pesquisa do Ipea aponta índices socioeconômicos que demonstram a forte relação entre a pobreza e a violência. Há informações sobre educação, pobreza, trabalho, habitação, gravidez na adolescência e vulnerabilidade juvenil.

A conclusão da pesquisa é de que quanto melhores os indicadores socioeconômicos, menos violenta a cidade é. Os dez municípios com mais de 100 mil habitantes e com menores índices de violência têm 0,6% de pessoas extremamente pobres, enquanto que os dez mais violentos têm 5,5%, em média.

INDICADORES SOCIOECONÔMICOS

Com 119.536 habitantes, Birigui atende 38,6% da população de zero a três anos nas escolas, percentual que chega a 84,7% quando a faixa etária é de 15 a 17 anos.

A renda per capita dos 20% mais pobres é de R$ 352,50, a porcentagem de crianças pobres é de 5% e a de crianças vulneráveis à pobreza é de 19,9.

Em relação ao trabalho, a taxa de desocupação entre a população de 15 a 17 anos é de 18,6 e entre a faixa etária de 18 a 24 anos é de 5,6. Quanto à habitação, o porcentual de pessoas em domicílios com abastecimento de água e esgotamento sanitário inadequados é de 0,1.

Já o índice de gravidez na adolescência é de 1,3 e o de vulnerabilidade juvenil (pessoas de 15 a 24 anos que não estudam nem trabalham) é de 2,5.

“Esta colocação é uma prova de que estamos no caminho certo”, afirmou o prefeito Cristiano Salmeirão. Ele citou que, em maio de 2017, foram adquiridas duas motos zero quilômetro para trabalhos de Ronda Ostensiva com Motos. Em dezembro do mesmo ano, a atual gestão ganhou uma viatura para atuar na Ronda Ostensiva Municipal.

“Fora isso, nossa Guarda Municipal está atenta aos trabalhos que visam o bem comum e aos projetos que podem ser implantados para aumentar a segurança pública da cidade”, declarou.

O assessor executivo da Prefeitura de Birigui, Carlos Farias, afirmou que o município trabalha para melhorar estes indicadores e tornar a cidade ainda mais segura. Uma das ações é a criação do GID (Grupo de Impulsão do Desenvolvimento), que conta com a participação de entidades e instituições do município, com o objetivo de explorar suas potencialidades, proporcionando melhor qualidade de vida à população.

ARAÇATUBA

Em Araçatuba, com 193.828 habitantes, 44,8% das crianças de zero a três anos estão na escola, porcentual que chega a 87,9% entre a população de 15 a 17 anos. Já a renda per capita da população mais pobre é de R$ 332,90. A porcentagem de crianças pobres é de 6,8% e a de crianças vulneráveis à pobreza é de 23,7%.

Os dados relacionados ao trabalho uma taxa de desocupação de 26,3% entre os jovens de 15 a 17 anos e de 11,7% entre a população de 18 e 24 anos. O porcentual de pessoas em domicílios com abastecimento de água e esgotamento sanitário inadequados é de 0,3% e o índice de gravidez na adolescência (dos 10 aos 17 anos) é de 2%, enquanto que a vulnerabilidade juvenil é de 3,8%.

EXTREMOS

No País, a cidade mais segura é Brusque, em Santa Catarina, que teve a menor taxa de homicídios do Atlas da Violência 2018.

O município catarinense registrou 4,8 homicídios a cada 100 mil habitantes.

Já a mais violenta é Queimados, no Rio de Janeiro, com 134,9 homicídios a cada grupo de 100 mil pessoas.

 


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