ARAÇATUBA | 21 SETEMBRO
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Pancadas de Chuva - Fonte: CPTEC/INPE
Fé cega, faca amolada

Jair disse, com fé cega:

“Fui ser deputado federal para não andar de ônibus, fusca, van, e morar bem. Parlamentar não deve andar de ônibus. O que um deputado federal tem? 33 mil reais por mês de salário, 90 mil para contratar funcionários e 40 mil para passagem aérea, carro, gasolina, almoço. Isso é muito? Não sei. Eu não abro mão do que estou recebendo. Deixo bem claro isso aí. Com o dinheiro que entrava do auxílio-moradia, eu dormia em hotel, dormia em casa de colega militar em Brasília. O dinheiro foi gasto em alguma coisa ou você quer que eu preste continha? Olha, recebi 3 mil reais, gastei 2 mil em hotel, vou devolver mil, tem cabimento isso? Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio-moradia eu usava para comer gente.

Sou preconceituoso, com muito orgulho. Nós, o povo, a sociedade brasileira, não gostamos de homossexual. Seria incapaz de amar um filho homossexual. Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com um bigodudo por aí. Para mim ele vai ter morrido mesmo. O filho começa a ficar assim, meio gayzinho, leva um couro e muda o comportamento dele. Não vou combater nem discriminar, mas, se eu vir dois homens se beijando na rua, vou bater.

Eu sou favorável à tortura, tu sabe disso. O erro da ditadura foi torturar e não matar. No período da ditadura, deviam ter fuzilado uns 30 mil corruptos, a começar pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Desaparecidos do Araguaia? Quem procura osso é cachorro. Pinochet devia ter matado mais gente. No Carandiru, a PM devia ter matado 1.000 e não 111 presos. Sou capitão do Exército, minha missão é matar.

Eu fui num quilombola em Eldorado Paulista. Olha, o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de um bilhão de reais por ano é gastado com eles. Ô Preta, eu não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu. Eu não entraria em um avião pilotado por um cotista nem aceitaria ser operado por um médico cotista.

Não te estupro porque você não merece. Vagabunda! Fica aí, Maria do Rosário, fica. Há poucos dias, tu me chamou de estuprador, no Salão Verde, e eu falei que não ia estuprar você porque você não merece. Fica aqui para ouvir. Ela não merece porque ela é muito ruim, porque ela é muito feia, não faz meu gênero, jamais a estupraria. Eu não sou estuprador, mas, se fosse, não iria estuprar porque não merece.

Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher. Mulher deve ganhar salário menor porque engravida. Quando ela voltar da licença-maternidade, vai ter mais um mês de férias, ou seja, trabalhou cinco meses em um ano.

Índio já tem terra demais. Se eu assumir como presidente da República, não haverá um centímetro a mais para demarcação.

Tenho projeto para armar o cidadão de bem. Armado em casa, você está em igualdade com os marginais.

Vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre.”

Com tudo isso a fervilhar na mente, Adélio desferiu um golpe de faca amolada.

 

 


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