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Conjugação verbal na publicidade

Em nossa língua, conjugamos verbos, que são a alma dela.  Essa flexão é dividida, dentre tantas, em modos e tempos verbais. Temos os modos indicativo, subjuntivo, imperativo e as formas nominais.

O modo imperativo permite que usemos os verbos para dar ordens no sentido afirmativo e negativo: venha aqui, não venha aqui. Não há a primeira pessoa do singular na conjugação do modo imperativo (eu), pois ninguém dá ordem ou pede para si mesmo.

O modo imperativo negativo é uma cópia do presente do subjuntivo com o acréscimo do advérbio NÃO: ----  não abasteça tu, não abasteça você, não abasteçamos nós, não abasteçais vós, não abasteçam vocês.

A formação do imperativo afirmativo já é mais complicada. Todas as pessoas são iguais ao presente do subjuntivo, menos em TU e VÓS (segunda pessoa), que vem do presente do indicativo menos a desinência “S”:  --- abastece tu, abasteça você, abasteçamos nós, abastecei vós, abasteçam vocês.

Por essa exposição, percebemos que “abastece aí” está no modo imperativo, chamando, mandando, e está na segunda pessoa do singular TU, pessoa que não usamos no Brasil devidamente conjugada. O certo seria “Abasteça aí”

Em décadas passadas, a Caixa Econômica Federal, em busca da comunicação popular que pratica a publicidade, praticou a mesma discordância de tratamento: “Vem pra caixa você também”. Quando o certo seria: “Venha pra caixa você também”.

O pronome “você” é usado como se fosse “tu” no português do Brasil, mas com verbo na terceira pessoa.

As agências de publicidade privilegiam o uso popular do português em busca de uma comunicação mais fácil.

 

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