ARAÇATUBA | 12 NOVEMBRO
| 22:13|
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VITÓRIA
Atleta araçatubense conquista o ouro no pan-americano de Kickboxing
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A atleta araçatubense Márcia Procópio, 29 anos, é a mais nova campeã pan-americana de kickboxing, na categoria de 70 quilos. Ao levar o ouro na competição, realizada entre os dias 23 e 28 de outubro, em Cáncun, México, ela conquistou uma vaga para o Campeonato Mundial que será realizado em 2019.

Márcia conversou com a reportagem do Araçatuba e Região pelo whatsapp, quando se preparava para embarcar para o Brasil, na tarde desta quarta-feira (31). “Me sinto realizada! Com a sensação de dever cumprido. Mas não me sinto satisfeita, pois isso é apenas o começo”, afirmou a campeã, referindo-se ao mundial.

A atleta de Araçatuba lutou no sábado (27), com uma norte-americana. Havia três atletas na chave e ela passou direto para a final. Foram três rounds de dois minutos com um minuto de intervalo. Na final, a campeã venceu por 3 X 1. “Fiz uma luta super dura, porém estava bem preparada e consegui fazer meu jogo sobressair em relação ao da minha adversária”, comentou.

Sobre o mundial, no ano que vem, Márcia disse que, agora, a expectativa é maior do que nunca. “Pretendo estar na minha melhor versão para conquistar este título mundial”, afirmou.

SELEÇÃO

A atleta de Araçatuba passou a integrar a seleção brasileira de Kickboxing ao vencer a Copa Brasil de kickboxing, realizada em Mogi das Cruzes (SP), entre os dias seis e nove de setembro.

Além do título recém-conquistado, ela possui também a medalha de campeã paulista de kickboxing. A disputa, em Cubatão (SP), deu a ela a vaga para o campeonato brasileiro, em Maringá (PR), onde recebeu o título de vice-campeã brasileira, em julho, e conquistou o direito de disputar a Copa do Brasil.

MUAY THAI

A atleta luta também Muay Thai e detém o título de campeã brasileira de 2016 e 2017, sempre na categoria de 70 quilos. Ela explica que as duas modalidades são muito parecidas. O principal diferencial é que no Kickboxing não vale sequência de joelhada nem de cotovelada.

No Kick, o que conta é número de golpes – quanto mais, mais pontos o atleta tem. Já no Muay Thai, a potência é o mais importante – quanto mais forte o lutador bater, mais pontos ganha. A expectativa, agora, é fazer um bom campeonato no México e conquistar uma vaga para o mundial, que acontece em 2019, na Itália. “Estamos treinando muito para isso”, afirmou.

A rotina de treinamento é puxada. São de dois a três treinos por dia, totalizando de duas a seis horas por dia, de segunda a segunda. “Faço treinos intervalados, com intensidades diferentes”, explica. Além da preparação física, ela também estuda e analisa cada luta estrategicamente. Para isso, fez curso de arbitragem das duas modalidades que pratica, tudo para fazer uma luta inteligente. Hoje, possui o grau preto de Muay Thai e a faixa preta de Kickboxing.

APOIO

A atleta conta que a principal dificuldade é o apoio financeiro para custear as competições. As de nível nacional acontecem, geralmente, em outros Estados. Sem patrocínio, ela e o marido, Micael Bonfim, que é o seu treinador, que custeiam tudo.

Para custear a ida ao México, Márcia realizou ações como venda de pizza e vaquinha virtual, o chamado crowdfunding. Ela também recebeu o apoio de empresas, que ajudaram a pagar a hospedagem no México, as passagens e os custos com alimentação.


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