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POLÍCIA E JUSTIÇA
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JUSTIÇA
Assassino de Paola Bulgarelli vai a júri popular no dia 5 de dezembro
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José Emerson Lins, que confessou ter estuprado e matado a jovem Paola Bulgarelli, em junho de 2015, em Araçatuba, vai a júri popular no dia cinco de dezembro. Ele é acusado dos crimes de estupro; homicídio duplamente qualificado – mediante dissimulação e recurso que dificultou a defesa da vítima; ocultação de cadáver e furto simples. Se o júri acatar a pena máxima para cada um dos crimes, poderá pegar até 47 anos de prisão.

O crime, ocorrido no dia cinco de junho de 2015, chocou a cidade e a região, provocando forte comoção popular. Lins foi acusado pelo promotor Adelmo Pinho, com base em inquérito da Polícia Civil e no colhimento de provas. O juiz do caso é o magistrado Henrique Castilho, da 1ª Vara de Execuções Criminais.

O corpo de Paola foi encontrado no dia 12 de junho daquele ano, exatamente uma semana após sua morte, boiando em um trecho do Ribeirão Baguaçu, próximo ao local onde foi assassinada. Lins foi detido dois dias depois, em Castilho, para onde fugiu e se escondeu na casa de parentes.

Lins pode pegar até 30 anos pelo crime de homicídio, outros 10 por estupro, mais 3 pela ocultação do cadáver e ainda 4 anos pelo furto do celular da jovem.

DETALHES DO CRIME

Em seu interrogatório, o réu, mesmo demonstrando arrependimento, com riqueza de detalhes, confessou o homicídio descrito na denúncia, além do estupro e ocultação de cadáver. Sobre o furto do celular da vítima, disse que pegou para tentar se ocultar do assassinato, não tendo a intenção de cometer crime patrimonial.

Réu e vítima se conheciam do bairro Alvorada. A vítima saiu de sua residência, situada na rua Conselheiro Crispiniano, dirigindo-se ao seu local de trabalho, uma lanchonete na avenida Brasília. Ambos se encontraram na ponte sobre o ribeirão e, predisposto a estuprar a vítima, o réu mentiu para ela, dizendo que pretendia lhe mostrar uma cobra sucuri que tinha sido morta nas proximidades.

Acreditando na versão do réu, Paola o acompanhou até uma mata, a cerca de 50 metros da chamada “Ponte da Vergonha”, pois ela pretendia tirar fotos da sucuri. Chegando ao local, a vítima foi agarrada pelo pescoço, sem qualquer chance de defesa, sendo jogada ao chão, onde foi obrigada a tirar o tênis, a calça jeans e a calcinha para manter relação sexual não consentida.

Antes de ser violentada sexualmente, Paola implorou para o réu que poderia fazer o que quisesse com ela, desde que não a matasse. Dizendo-se armado com uma faca, Lins manteve conjunção carnal com a vítima por cerca de 30 minutos, até ejacular. Após o estupro, ele arrastou Paola por alguns metros e, com um pedaço de pau, desferiu um forte golpe contra a cabeça, na testa.

Quando ela se virou, o réu lhe aplicou outro golpe com o mesmo pedaço de pau, na parte detrás da cabeça, e após alguns minutos, o decidiu ocultar o corpo de Paola, mesmo sem saber se estava ainda viva ou já morta, jogando-a nas águas do ribeirão Baguaçu, assim como o pedaço de pau e as vestes da moça. Por fim, subtraiu o aparelho celular, fugindo do local.


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