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POLÍCIA E JUSTIÇA
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HORA DE 'PAGAR A CONTA'
Assaltantes da Protege podem ser condenados a até 30 anos de detenção
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Promotores de Justiça Criminais de Araçatuba ofereceram, nesta segunda-feira (27), denúncia contra 15 pessoas pela prática de crimes de latrocínio consumados, dois latrocínios tentados, incêndio e explosão. Já outras três foram denunciadas pelos mesmos crimes, além de associação criminosa.

De todos os denunciados, 14 já se encontram presos preventivamente, enquanto quatro continuam sedo procurados. As penas referentes aos crimes praticados pelo grupo vão de um ano e seis meses a 30 anos de reclusão.

No início da madrugada do dia 16 de outubro de 2017, criminosos fortemente armados exerceram grave ameaça e violência contra pessoas com o objetivo de subtrair valores da empresa Protege, em Araçatuba, onde três vigilantes estavam em serviço. Na ocasião, os acusados provocaram três explosões que danificaram o imóvel onde estava instalada a base operacional da Protege e tiveram acesso à área em que ficavam os cofres.

Os membros do MP destacam que as explosões colocaram em perigo a vida, a saúde e o patrimônio de um número indeterminado de pessoas (moradores vizinhos, pedestres e demais usuários de vias públicas situadas ao redor da Protege). Perícias, inclusive, constataram que nove imóveis situados na Rua Marcondes Salgado e dois na Rua Dona Ida sofreram danos. Além disso automóveis estacionados nas proximidades também foram avariados. 

Na ocasião, os criminosos se apossaram de quase R$ 8 milhões em espécie e cerca de R$ 162 em cheques de terceiros. Enquanto o roubo era realizado, parte do grupo atacou o quartel da Polícia Militar em Araçatuba, impedindo que os policiais militares saíssem para evitar o crime praticado contra a empresa. 

Para dar respaldo aos comparsas que explodiram a base da empresa de valores, integrantes do bando se posicionaram em pontos estratégicos nas imediações, atirando a esmo contra veículos que passavam. Passageiros de automóveis que trafegavam pelo local chegaram a ser atingidos, e sobreviveram. Contudo, o policial civil André Luís Ferro da Silva, que estava à paisana, teve seu veículo atingido por um disparo de fuzil. Cercado e rendido, o policial entregou sua arma aos criminosos, mas foi atingido por três disparos à queima-roupa quando integrantes do grupo o identificaram como policial. Silva faleceu antes de receber atendimento médico. 

A ação dos denunciados envolveu ainda a subtração de veículos usados tanto durante o ataque à Protege quanto para bloquear rodovias de acesso à Araçatuba, impedindo a passagem de reforço policial de outras cidades.


 


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