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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
Arlindo propôs, mas Prefeitura não diz se investigará procuradores
A Prefeitura de Araçatuba não sabe se vai atender pedido do vereador Arlindo Araújo (PPS), feito na sessão da quarta-feira (1º), para que seja instaurada uma sindicância para apurar eventuais atos cometidos por procuradores municipais que, no seu entendimento, induziram o prefeito Dilador Borges (PSDB) ao erro no episódio envolvendo a contratação da ex-secretária de Cultura Marly Garcia.

Arlindo chamou atenção durante discurso, sobre o fato de dois procuradores terem formalizado judicialmente, no início do ano, proposta de parcelamento de uma dívida de R$ 64 mil de Marly, por conta de condenação decorrente do sumiço de ares-condicionados, e pedido sua revogação após sua demissão, no dia 14.

Durante apreciação de proposta de CP (Comissão Processante), que acabou sendo negada pela Câmara, Arlindo destacou trabalho do departamento jurídico da Casa que constatou que dois procuradores municipais teriam pedido a anulação do parcelamento sem o consentimento de seus superiores. No caso, sem o aval dos responsáveis pela secretaria de Assuntos Jurídicos ou Procuradoria-Geral do município.

RESPOSTA ABSURDA

Durante a semana, o Política e Mais precisou solicitar, formalmente, por duas vezes informações sobre a proposta de sindicância feita por Arlindo, parlamentar que foi eleito pela coligação do prefeito Dilador Borges e que tem enorme consideração pela vice Edna Flor (PPS), que é sua colega de partido.

Na tarde de sexta-feira, a reportagem recebeu um e-mail com resposta em uma única linha, segundo a assessoria de imprensa, emitida pela secretaria de Assuntos Jurídicos. É, para não falar outra coisa, o mínimo da falta de respeito - Dilador e Edna prometeram respeitar Araçatuba e sua população - com quem lê o que foi respondido pelo governo municipal.

"O MUNICÍPIO VEM ESCLARECER QUE VAI TRATAR O ASSUNTO INTERNAMENTE, SEGUINDO O QUE MANDA A LEI VIGENTE".

Isso foi o que respondeu a Prefeitura. Dezessete palavras que não dizem coisa alguma. Que não afirmam ou negam se a sindicância será aberta. Que não falam se os procuradores serão investigados de alguma forma. Que mais indicam que o jurídico municipal não está nem aí para o pedido do vereador. Diga-se de passagem, só o mais experiente do Legislativo municipal.

A resposta da Prefeitura leva qualquer cidadão a perguntar: como o assunto será tratado internamente? O que isso significa? E mais: Seguindo o que manda qual lei vigente? O que diz essa legislação? Onde está escrito? Como a população pode saber o que será feito? Sem falar que a resposta, ao contrário do que prometem Dilador e Edna, joga obscuridade sobre o assunto e não transparência, mais uma promessa de campanha que parece estar sendo lançada às favas.

Incomodado com o que fora respondido, o Política e Mais ligou para o secretário de Governo e Comunicação, Manoel Afonso Filho, que, por sua vez, disse que pediria para um dos assessores de imprensa apurarem melhor o fato e explicar o que o Jurídico Faria. Às 16h38 de sexta-feira (03), a jornalista Kelly Taiacollo ligou para a reportagem dizendo, apenas, que o Jurídico iria decidir o que seria feito e quando houvesse uma decisão, ela seria comunicada.

Com esta segundo resposta, carregada de transparência e respeito, o Política e Mais encerra esta reportagem. Com a convicção de que a proposta de Arlindo, tão amigo de Edna Flor, tem tudo para não dar em nada. Infelizmente.
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