ARAÇATUBA | 22 JUNHO
| 15:54 | 16° MIN 29°MAX |
Parcialmente Nublado - Fonte: CPTEC/INPE
POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
Araçatubense Carlos Gabas tem R$ 7,2 milhões bloqueados por juiz da Operação Custo Brasil
O juiz federal Paulo Bueno de Azevedo, responsável pela Operação Custo Brasil, decretou no último dia 03 o bloqueio de bens de uma série de políticos, empresas e até o PT, por conta de possíveis irregularidades na operação de empréstimos consignados de servidores públicos federais, conduzida pelo ministério do Planejamento.

Entre os investigados da Custo Brasil que tiveram bens bloqueados está o araçatubense Carlos Eduardo Gabas, ex-ministro da Previdência Social e da Aviação Social. Dele, conforme a Justiça Federal, foram retidos R$ 7,2 milhões.

GABAS - OAS LAVA JATO

O juiz responsável pela Custo Brasil ainda determinou o bloqueio de R$ 102,6 milhões do ex-ministro Paulo Bernardo, que chegou a ser preso e solto dias depois, e do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, preso há mais de um ano na Lava Jato. A mesma quantia foi retida do Partido dos Trabalhadores, decisão que acabou sendo revista nesta terça-feira (05), por se tratar de dinheiro do Fundo Partidário.

Os bloqueis determinados pelo magistrado federal se referem a dinheiro que teria sido desviado do Ministério do Planejamento em um esquema envolvendo a Consist, também atingida pela determinação da Justiça. O bloqueio foi feito em caráter solidário, ou seja, a Justiça pode congelar esse valor dos bens de cada um dos acusados. Posteriormente, depois que o caso for julgado e as responsabilidades individuais forem apuradas, o juiz decide quanto cada um dos condenados deve efetivamente pagar.

Além de Gabas e demais petistas, também foi determinado o bloqueio de bens do advogado Guilherme Gonçalves (R$ 7,6 milhões), do administrador Marcelo Matam (R$ 7,6 milhões), do ex-secretário de São Paulo Valter Correia (R$ 7,2 milhões cada) e Paulo Ferreira (R$ 755 mil), do jornalista Leonardo Atuch (R$ 120 mil) e dos lobistas da Consugred Adalberto Wagner de Souza e José Silício (R$ 34,1 milhões).

BENEFICIADOS

Os investigadores apontam que o ex-ministro Paulo Bernardo foi um dos beneficiados pelos supostos desvios. O dinheiro teria sido usado para pagar gastos pessoais, como salários de dois empregados, aluguel de garagem, loft, entre outros.

Paulo Bernardo chegou a ser preso na semana passada, mas foi solto por decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli.

Já o ex-ministro da Previdência Carlos Gabas e o ex-secretário municipal de São Paulo Valter Correia tiveram R$ 7,2 milhões bloqueados cada por não ter participação decisiva na montagem do esquema, segundo avaliação do magistrado. O valor corresponde ao valor que teriam recebido.

Gabas é investigado porque há indícios de que ele interveio junto a Paulo Bernardo para que a Consist fosse contratada. Correia teria atuado em uma das secretarias envolvidas no esquema durante a contratação da Consist.
Anunciante
O Araçatuba e Região não se responsabiliza pelas notícias de terceiros.
Entre em contato através do telefone ou whatsapp a seguir e saiba como anunciar aqui
(18) 99774 5888
Copyright © 2018 Política e Mais. Todos os direitos reservados.