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MEIO AMBIENTE
Após prisão, prefeito de Murutinga vai exportar lixo para Três Lagoas
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O prefeito de Murutinga do Sul, Gilson Pimentel (PSDB), preso na noite de quarta-feira (14), foi solto nesta tarde, após o juiz da 1ª Vara Criminal de Andradina, Jamil Nakad Júnior, relaxar a sua prisão em flagrante, arbitrada pelo delegado Marcelo Zompero. Pimentel é acusado de crime ambiental, de descumprimento de ordem para não jogar lixo no aterro do município e de poluição ambiental.

O chefe do Executivo passou a noite em uma sala da Delegacia Seccional de Andradina e foi solto por volta das 15h30 desta quinta. Além dele, foram presos quatro servidores municipais, após flagrante da Polícia Civil no aterro em valas da cidade, que está interditado pela Cetesb (Companhia Ambiental de São Paulo) desde dezembro de 2017.

Os servidores, que foram levados para a cadeia de Lavínia, também foram soltos nesta tarde.

O prefeito admitiu ter autorizado o depósito de lixo no aterro mesmo com a interdição da Cetesb, porque, segundo ele, o município não possui outra área para a destinação dos resíduos domésticos da cidade. Com cinco mil habitantes, Murutinga do Sul gera quatro toneladas de lixo por dia.

Após a prisão, o prefeito decidiu contratar uma empresa de Três Lagoas (MS) para gerenciar a destinação do lixo. A cidade receberá contêineres para o depósito dos resíduos, que depois serão levados para o município sul-mato-grossense. A solução, provisória, será mantida até que o município adquira uma área para a instalação de um novo aterro.

A coleta de lixo nas residências continuará sendo realizada às segundas, quartas e sextas.

FUNDO POLÍTICO

Conforme o Executivo, o problema do aterro se arrasta desde 2002. Para a assessoria do prefeito, a denúncia que resultou na prisão de Pimentel tem fundo político. “Os adversários do prefeito fizeram foto do aterro e formalizaram a denúncia”, disse sua assessoria.

A atual gestão informou ainda que herdou uma dívida de R$ 6 milhões, por isso, não teve condições de solucionar o problema do lixo. Segundo a assessoria de Pimentel, até o pagamento dos servidores está sendo fracionado, porque o município não tem recursos. Além disso, o depósito do INSS está atrasado e o transporte escolar, sucateado.

CETESB

Conforme a Cetesb, o aterro em valas de Murutinga do Sul foi interditado no dia 13 de dezembro do ano passado, por causa da disposição inadequada e sem critérios técnicos dos resíduos sólidos urbanos no local, além do funcionamento ilegal do empreendimento.

Ainda segundo órgão, não existe possibilidade de renovação de licença de operação na área da maneira em que se encontra, já que ela está esgotada.

A Cetesb informou que o destino correto para os resíduos sólidos do município seria o encaminhamento a algum aterro devidamente licenciado pela Cetesb e com operação adequada (de outro município ou privado), até o devido licenciamento ambiental de nova área para disposição dos resíduos no próprio município.

 


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