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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
Além de reforma, Prefeitura vai gastar ao menos R$ 1,5 milhão com desapropriação de prédio que Dilador 'ganhou' na Brasília
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Em tempos de ataques por escorpiões pipocando por todos os cantos de Araçatuba, inclusive com registro de mortes de crianças, integrantes da administração municipal dizem, nos bastidores, que se tem um lugar onde os bichos não estão escondidos é nos bolsos do prefeito Dilador Borges (PSDB), da vice Edna Flor (PPS), muito menos nos cofres da Prefeitura.

Termo bastante usado por quem costuma ser excessivamente econômico com o gasto de dinheiro, o famoso "tem escorpião no bolso", imputado a quem não gosta de gastar, no caso da Prefeitura de Araçatuba e de seu prefeito, especificamente, não se aplica à notícia, com pompa e circunstância, propagada pelo Executivo, de que o município recebeu da União um prédio abandonado na avenida Brasília, onde há pretensão de se instalar a Vara da Fazenda Pública e Procuradoria da Fazenda Municipal, que hoje funciona na rua XV de Novembro, no centro da cidade.

A brincadeira não sairá de graça para o município. Conforme decreto publicado pelo governo DILAFLOR - formado pelo cimenteiro Dilador Borges e pela defensora dos direitos humanos, da ética da legalidade e da moralidade -, o município vai desapropriar uma área anexa correspondente a 14,26% de todo o imóvel, que tem 2.286 metros quadrados. Brincadeira que, segundo especialistas no mercado imobiliário, pode custar à Prefeitura ao menos R$ 1,5 milhão.

Valor que terá de ser acrescido de uma quantia bastante elevada, tendo-se em conta que o prédio está abandonado, depredado e que terá de ser inteiramente reformado, despesa que também pode passar da casa do milhão. Tudo isso em um período de crise financeira que assola o País e dinheirama que poderia, muito bem, ser empregada em outras necessidades da população, que clama por melhor atendimento na área de saúde e ruas menos esburacadas.

FICOU CALADINHO

Na divulgação que fez sobre o tal recebimento do prédio, onde já foi um antigo consórcio e também uma casa de shows, em nenhum momento a Prefeitura mencionou a necessidade de desapropriação parcial do imóvel, muito menos quanto deve ser gasto com isso.

Há quem diga, ainda, que a situação do imóvel não está derradeiramente esgotada na esfera judicial, uma vez que ele foi tomado por conta da execução fiscal do referido consórcio. Apesar de uma improvável reversão da situação, existe quem garante que não há o esgotamento de todos os trâmites jurídicos, o que deveria ser respeitado pela Prefeitura.

Isso pode gerar problemas para o atual governo, uma vez que se trata de caso complexo judicial e que as partes envolvidas podem, também na Justiça, tentar "melar" a doação feita ao município é que coloca o cimenteiro Dilador Borges como grande conquistador de tal feito.
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