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CIDADES
FAZER O BEM
AJUDA: ESTE GUERREIRO PRECISA DE UMA DOAÇÃO DE MEDULA
Em lágrimas e no mais profundo desespero, a dona de casa Kátia Cristina Bezerra de Souza, 35 anos, fez um apelo nas redes sociais nesta semana para salvar a vida de seu filho Matheus, de apenas dois anos e três meses. Ele tem leucemia e precisa de um transplante.

Na luta contra o tempo para encontrar um doador de medula óssea compatível, a mãe não pensou duas vezes e implorou aos internautas que se cadastrassem como doadores no Hemocentro de Araçatuba. Em um depoimento emocionante, relatou que o pior dia de sua vida foi há um ano, quando descobriu que o filho tinha câncer.

O segundo pior foi nesta terça-feira (10), ao saber que a doença tinha voltado. "Ame meu filho", dizia o texto emocionante escrito pela mãe dilacerada pela dor. "Vá amanhã mesmo ao Hemocentro e diga que você quer ser um doador de medula óssea", continuava.

A postagem, feita na terça-feira, teve mais de 600 compartilhamentos e lotou o Hemocentro de Araçatuba na quarta (11) e quinta-feira (12). Kátia ganhou 200 novos amigos no Facebook em dois dias e a fila para o cadastro de doação de medula óssea para o Matheus formou uma fila no Hemocentro de quase duas horas.

A grande rede de solidariedade que se disseminou pela internet levou dezenas de pessoas a se cadastrarem como doadores de medula. Profissionais liberais, donas de casa, estudantes e cerca de 50 atiradores do Tiro de Guerra estiveram lá doando amor ao pequeno Matheus, como sua mamãe pediu.

A esperança é que uma dessas pessoas seja compatível com seu filhinho, que luta contra o câncer desde bebê. Por isso, quanto mais gente puder se cadastrar como doador, maior a chance de encontrar a pessoa que pode dar um sopro de vida ao garoto.

Matheus tinha um ano e três meses quando apresentou os primeiros sinais de que algo não ia bem. Teve febre, não comia, não andava mais, só queria ficar deitado e não dava um sorriso. Um dia, após dar banho em seu bebê, a mãe percebeu que sua boca estava cheia de sangue e correu para o hospital com ele.

Era uma noite de sábado de abril de 2017. Data em que começava a luta pela vida de Matheus, que foi internado na mesma hora. No dia seguinte, foi para a UTI em estado gravíssimo e veio o triste diagnóstico: leucemia.

A médica que o atendeu deu 20% de chance de sobrevivência. Mas seu estado de saúde piorou e as chances foram reduzidas a zero. Matheus passou a receber quimioterapia e, aos poucos, foi reagindo. Chegou a ficar 15 dias no isolamento, pois não tinha imunidade nenhuma.

Aos poucos, foi melhorando, passou a brincar de novo e voltou a ser o garoto sorridente e alegre. Mesmo assim, sua médica indicou o transplante para a sua cura. Seus pais foram para Jaú, mas lá a orientação dos médicos foi de que o transplante, naquela ocasião, oferecia as mesmas chances de cura que o tratamento quimioterápico: 60%.

De volta a Araçatuba, prosseguiram com a quimioterapia, que Matheus toma toda semana para impedir que o câncer avance. Na terça-feira (10), porém, veio a notícia que a família jamais gostaria de receber: a doença voltara. Todo o tratamento feito em um ano não fora suficiente para zerar as células doentes, que resistiram a todos os medicamentos e se tornaram muito fortes.

Agora, Matheus vai passar por um novo tratamento, mais agressivo, na tentativa de zerar as células doentes e, com isso, possibilitar a realização de um transplante para salvar a sua vida. Sim, agora o transplante é a diferença entre a vida e a morte para o pequeno Matheus. Isso explica o apelo da mãe desesperada.

O pequeno guerreiro vai ser internado na próxima semana para receber os fortes medicamentos que são a esperança para limpar a sua medula e zerar as células doentes. Quando isso acontecer, passa-se a contar seis semanas para a realização do transplante.

"O transplante tem que ser feito quando a medula do Matheus estiver limpa. Se não, as células doentes voltam cada vez mais fortes e aí não haverá mais medicamento capaz de vencê-las", explica a mãe. O garotinho tem um irmão gêmeo, Fernando. Mas ele não pode ser o doador, porque eles são univitelinos e têm o mesmo DNA. "A medula do Fernando é igual à do Matheus e não teria força para lutar contra a doença", diz Kátia.

Ela disse que a medula do irmão gêmeo só será utilizada em último caso, se não encontrarem um doador compatível. Outra alternativa é o pai ser o doador, mas os riscos de a medula "não pegar" são grandes. Segundo a mãe, Mateus está bem. Só não pode sair de casa, porque sua imunidade está baixa.

Quando está melhorzinho, vai à casa dos avós maternos. Mas a maior parte do tempo fica mesmo com seus pais e irmãos. Kátia é mãe também de Leonardo, de seis anos. Ao falar sobre o apoio que vem recebendo, Kátia se emociona. "O ser humano é bom", diz.

Ela chora e agradece pelo carinho e amor que as pessoas têm demonstrado sentir pelo seu filho e por sua família. A mãe, ora destruída pelo medo de perder seu filho amado, agora se sente reconfortada com o calor humano que vem recebendo em forma de doação, e crê que a cura de seu pequeno está mais próxima a cada cadastro que é feito em nome de Matheus.
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