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Aérea endividada que Dilador quer atuando em Araçatuba acaba de ser comprada por grupo também em recuperação judicial
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Menos de uma semana após o prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB), viajar a Ribeirão Preto acompanhado do secretário de Desenvolvimento Econômico, Erik Carneiro, e de uma comitiva de representantes do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), Siran (Sindicato Rural da Alta Noroeste) e de empresas da região, para oferecer o município seu aeroporto, Dario Guarita, como uma possível nova rota para a Passaredo Linhas Aéreas, surge a notícia de que a empresa acaba de ser vendida.

Em recuperação judicial, a Passaredo foi comprada pelos atuais donos de um outro grupo que também recorreu à justiça para conseguir meios de liquidar suas dívidas: o Itapemirim, que marcou história no país por dominar grande parte das linhas de transporte interestadual por meio de ônibus, e que agrega um total de seis empresas.

Juntas, conforme notícias publicadas na imprensa nacional, Passaredo e Itapemirim acumulam dívidas superiores a R$ 430 milhões. Ambas foram compradas por três investidores de São Paulo, conhecidos por adquirirem empresas em processo de negociação judicial de suas dívidas.

Há nos meios de comunicação uma série de informações não muito positivas sobre os donos da Itapemirim, comprada em 2016. Ainda assim, os novos donos da Passaredo prometem investimentos e ampliação dos serviços, porém sem informar prazos sobre quando isso deve acontecer.

Os novos donos na Passaredo falam em ampliar a frota aérea da companhia, que hoje é sediada em Ribeirão Preto e que possui sete aviões com capacidade para 70 passageiros. Os novos donos, sem especificar como, falam em ampliar a frota para 20 aeronaves e chegar a 80 cidades do interior brasileiro. Num sistema de integração intermodal com os ônibus da Itapemirim, os planos são ambiciosos, uma vez que a pretensão é fazer a transportadora de passageiros chegar a 2,5 mil cidades.

RESTA SABER SE.

Observando friamente o noticiário sobre a aquisição da Passaredo por um grupo de investidores que comparam um grupo empresarial de transporte terrestre, em especial o de passageiros, é natural que os mais otimistas procurem olhar apenas os fatores "positivos" da negociação.

Entretanto, o que o noticiário mostra é que os investidores envolvidos nas aquisições têm atuações um tanto quanto conturbadas na gestão de empresas com as quais fizeram negociações e que são especialistas em adquirir companhias que estão em processo de recuperação judicial.

São fatores que, para o simplista interesse do governo de Araçatuba, em ter a Passaredo operando no aeroporto Dario Guarita, podem não significar muita coisa. Porém, o que se vê nas negociações entre os envolvidos, é que as promessas de novos investimentos e ampliação de serviços não indicam execução a curto ou médio prazo. O discurso dos investidores é o de todo empresário que vislumbra sempre o crescimento, mesmo com o momento econômico do país ainda indicar que o Brasil vive uma crise financeira.

Neste contexto, não é nada demasiado dizer que Dilador e demais empresários podem ter viajado a Ribeirão Preto à toa. Da mesma forma, não é precipitado dizer que, pelo menos no atual cenário, o copo do chefe do Executivo contém uma mistura feita de chope e água. Ou seja, dura de engolir.
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