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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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Ações judiciais 'obrigam' ida de Centro de Saúde para o NGA
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Ações judiciais movidas contra o município, condições inadequadas para o atendimento à população no Centro de Saúde "Aristides Troncoso Peres", o Postão da rua Afonso Pena, seriam o principal motivo que estão levando a transferir atividades médicas da unidade pública de saúde para a o NGA (Núcleo de Gestão Assistencial), na rua Siqueira Campos, região central de Araçatuba.

Explicações sobre a mudança foram dadas pela atual secretária de saúde, Carmem Guariente, a integrantes do Comus (Conselho Municipal de Saúde), que se reuniram para tratar dos assuntos pertinentes à pasta, que se encontra em um verdadeiro caos.

De acordo com o presidente do Comus, Ricardo Machado, o prédio do Postão pertence ao estado e, independente da proposta municipal de mudança do local de atendimentos, o conselho pretende questionar o contrato de cessão à Prefeitura e também vai analisar as ações judiciais citadas pela secretária.

No geral, o Comus não concorda com a transferência de serviços para o NGA, por considerar o prédio impróprio para receber um grande volume de pacientes. Para se ter uma ideia, o núcleo tem consultórios que não possuem janelas para ventilação. Tudo depende de ar-condicionado, um propagador de vírus e bactérias, uma vez que, em se tratando de serviço público, a limpeza destes dispositivos são feitas com certa raridade.

Para o Machado, com a transferência, o município "está descobrindo um santo para cobrir outro". Ele questiona se o prédio do NGA tem um aval minucioso da Vigilância Sanitária para atuar da forma como vinha atuando e para receber uma demanda ainda maior de serviços.

Machado disse que Carmem reconheceu erro do governo ao não dialogar com a sociedade, em especial representada pelo Comus, antes de emitir comunicado aos médicos do Postão sobre a transferência. Durante a reunião, ela confirmou que o prédio deve receber, sim, profissionais que atuarão na residência médica da Santa Casa. E também existe a possibilidade de a Vigilância Sanitária, hoje instalada em um prédio particular que custa ao mês aluguel da ordem de R$ 12 mil ao município, ser levada para o Centro de Saúde, onde já está a Vigilância Epidemiológica.

O presidente do conselho diz que, passadas as informações, o órgão vai questionar a legalidade dos procedimentos em andamento. "Vamos pedir explicações. O município sofre as consequência de seus atos por não dialogar suas propostas com a sociedade", afirma.
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