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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
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POLÍTICA E ADMINISTRAÇÃO
A venda da Samar e a distorção de valores
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A concessão do antigo Daea (Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba) à iniciativa privada, em 2012, é um assunto que deu, continua dando e ainda dará muito barulho na cidade, em especial no meio político. Arrematado em licitação pela então soberana OAS, construtora que sucumbiu envolta aos escândalos da Operação Lava Jato, o departamento, que virou empresa e ganhou o nome de Samar (Soluções Ambientais de Araçatuba) está posto à venda, como forma de amenizar as dívidas do grupo OAS. Até aí, tudo bem. Da mesma forma, também está dentro de uma certa normalidade o interesse de uma empresa coreana pela antiga autarquia. Vale lembrar que a mesma OAS comprou a Sanear, concessionária que há décadas trata do esgoto em Araçatuba e que uma empresa pode ser comprada por uma outra independente do serviço público que ela venha a prestar. Só que as novas informações sobre a possível venda da Samar, veiculadas na imprensa local na última semana, são carregadas de distorções. Em especial sobre valores, uma vez que a empresa GS Inima estaria disposta a pagar R$ 100 milhões à OAS pela concessionária de Araçatuba.   Buscando publicações de 2012, quando se deu a venda do Daea, é possível constatar que a OAS apresentou na época, proposta de compra no montante de R$ 344 milhões. Até aí, tudo normal. O anormal está na impressão que a notícia veiculada na última semana passa de que a Prefeitura de Araçatuba encheu seus cofres com exatos R$ 344 milhões. Acreditar nisso é uma mentira. Por mais que existam suspeitas e questionamentos, a notícia verdadeira sobre a venda do Daea é que, dos R$ 344 milhões propostos pela OAS, um montante de R$ 232 milhões deveriam ser investidos em obras e melhorias dos serviços no decorrer de 30 anos, período de duração da concessão. Para a Prefeitura, na época, a previsão era de um pagamento de R$ 39,4 milhões - valor bem próximo disso foi depositado para o município - e o restante deveria ser destinado a assegurar o custeio dos salários de funcionários do antigo Daea que foram absorvidos pela administração municipal. Sendo assim, não é real afirmar que existe uma empresa coreana interessada em comprar a Samar da OAS por quase 70% a menos do que foi pago. E sobre estes R$ 100 milhões, é preciso saber se eles correspondem a tudo que a Samar gastou em três anos de concessão. E como fica, numa eventual venda para a empresa da Coréia, os valores restantes acordados no contrato de concessão e que ainda não investidos no saneamento da cidade. Do mais, informar errado é criar caminhos para especulações políticas. Uma vez que a administração municipal já errou concedendo o Daea, que ao menos se noticie o certo agora. cheap copy shoes Christian Louboutin Replica copy christian louboutin
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