ARAÇATUBA | 26 MAIO
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MEMÓRIA
POETA DA VILA
A história do sambista Noel Rosa passa por Araçatuba

O sambista Noel Rosa, o “Poeta da Vila”, tem uma relação com Araçatuba. E não é apenas dos fãs que, mesmo 81 anos após sua morte, completados em quatro de maio, admiram e perpetuam a sua obra. O comerciante e agrimensor Manuel Garcia de Medeiros Rosa, pai do cantor e compositor, morou na Terra dos Araçás. Isso foi em 1914, quando a cidade vivia o chamado Ciclo do Café.

A informação consta do fascículo dedicado ao gênio do samba que integra a coleção “Nova História da Música Popular Brasileira”, da Abril Cultural, reeditada por Victor Civita, em 1976.

Manuel era dono de uma loja de roupas para homens, a Rodrigues, Medeiros & Cia, no Rio de Janeiro, mas com a Primeira Guerra Mundial, os negócios desandaram e seu negócio faliu. 

Endividado, ele partiu para o interior de São Paulo: ia ganhar dinheiro como agrimensor nas fazendas de café de Araçatuba. Nos idos da década de 1910, a cidade tinha meia dúzia de grandes fazendas, cujas terras foram vendidas pelo pioneiro Manoel Bento da Cruz, conforme o historiador Euclides Paes de Almeida. 

Na época, Noel ainda era um garotinho, tinha quatro anos incompletos – nasceu em 11 de dezembro de 1910. O pai veio sozinho para Araçatuba. O menino ficou com a mãe, Marta de Medeiros Rosa, e o irmão, Hélio, na capital fluminense. Mais precisamente na Vila Isabel, eternizada na canção “Feitiço da Vila”, de seu filho mais ilustre: “... São Paulo dá café, Minas dá leite e a Vila Isabel dá samba...”

No Rio, enquanto o marido estava em Araçatuba, Marta fundou uma escolinha, o Externato Santa Rita de Cássia, para sustentar os dois filhos.

Não há muita informação sobre o período em que Manuel Rosa viveu por aqui. O que se sabe é que enlouqueceu e acabou se matando, mas isso foi em terras fluminenses, em maio de 1935.

A história do filho famoso, que em seu nascimento teve fratura e afundamento do maxilar provocados pelo fórceps, a maioria conhece: trocou a Medicina pela boêmia. O Brasil perdeu um médico, mas ganhou um excelente sambista, que apesar do pouco tempo de vida (morreu aos 26 anos, vítima de tuberculose), deixou mais de 250 canções.




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