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'Tolerância zero' com morador de rua. Logo você, Assunta?
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O Ministério Público de Araçatuba abriu inquérito para acompanhar e fiscalizar as ações do município para “acabar” com os moradores de rua na cidade. A Promotoria entrou no caso após uma ação da atual administração, promovida no último dia 07, que pode ser classificada como um verdadeiro desastre. Primeiro, porque não funcionou como o governo municipal desejava. Segundo, porque expôs a faceta de uma pessoa que até então era “sinônimo” de cuidado com as pessoas em vulnerabilidade. Ao declarar a um jornal da cidade que o município teria a partir daquele momento “tolerância zero” para com os moradores de rua, a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Assunta Curti, parece ter se esquecido de todo um passado importante que ajudou a construir no acolhimento de moradores nestas condições. Como pode, a fundadora de uma instituição, a Casa Bom Samaritano, declarar “tolerância zero” a alguém? Com todo respeito, quem é Assunta Curti para isso?

SERIA O PODER?

Candidata derrotada em diversas vezes que tentou se eleger vereadora, vice-prefeita e até deputada, Assunta Curti parece ter incorporado uma personalidade que não é sua. O convívio com políticos parece não ter lhe feito bem. Ou mais incisivamente, fez com que demonstrasse sem habilidade alguma para lidar com o poder. A “tolerância zero” de Assunta, com a abertura de inquérito pelo MP, foi de cara rechaçada. Se para bom entendedor pingo é letra, a promotoria deixa claro que ninguém é obrigado a ir de um lugar para outro se não for de sua livre vontade. Coisa que Assunta tem por obrigação saber. Ou então, se envergonhar por não ter condições para tanto.

LEMBRA DO SORRISO, ASSUNTA?

A “tolerância zero” de Assunta Curti remete os mais antigos araçatubenses ao trabalho por ela mesma desenvolvido para conseguir dar um abrigo digno a um dos moradores mais tradicionais das ruas de Araçatuba: o andarilho Jair Venâncio da Silva, o Sorriso, que passou pelo menos 14 anos perambulando pelas ruas da cidade e ficou outros 15 abrigado na Casa Bom Samaritano. Foi um dos moradores de rua que Assunta teve trabalho para conseguir dar abrigo, por relutar a deixar o centro da cidade. Ele fez com que Assunta tivesse tolerância de sobra até convencê-lo a mudar-se para uma chácara à margem da rodovia Elyeser Montenegro Magalhães (SP (463). Até parece que Sorriso não serviu de aprendizado algum para a Assunta Curti que vemos hoje, autoritária, querendo dar fim a quem mora pelas ruas de Araçatuba. Vergonhosamente.


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